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Foto: www.bvconsueloponde.ba.gov.br/2024/08/01/maron-agle

 

ANTONIO MARON AGLE
(1929 - 2020)
( BRASIL - BAHIA )

 

Antônio Maron Agle nasceu no dia 8 de abril de 1929, em Itabuna, Bahia. Filho de Elias Agle e de Marie Maron Agle, ambos libaneses.

Cursou o primário no Colégio Belfort Duarte, em sua cidade natal. Iniciou o ginásio, na capital baiana, em 1940, no Colégio Antônio Vieira sob regime de internato, cuja admissão ocorrera no ano anterior. Dois anos depois foi premiado, pelo jornal A Tarde, com a publicação do texto “Elogio à FEB e à FAB”, de sua autoria, em concurso voltado aos estudantes do curso ginasial de Salvador, sob a temática da participação do Brasil na 2ª Guerra Mundial. Em 1944 foi aprovado para o curso de Colégio, na mesma instituição educacional, concluindo-o dois anos mais tarde. Durante esse último período tornou-se presidente do Círculo de Estudos do seu colégio (1945-1946) e foi escolhido como representante desse no seminário promovido pela Associação dos Estudantes Secundários da Bahia (AESB) em 1945. Dois anos mais tarde obteve a terceira colocação no exame vestibular para a Faculdade de Direito (atualmente pertencente à Universidade Federal da Bahia – UFBA). Em 1949 foi eleito secretário do Centro Acadêmico Ruy Barbosa dessa faculdade. No ano seguinte fundou e tornou-se diretor do jornal acadêmico “A palavra”. Graduou-se bacharel em direito, no dia oito de dezembro de 1951, e, em março do ano seguinte, obteve sua inscrição na Ordem dos Advogados do Brasil, seção Bahia, quando imediatamente deu início à prática advocatícia com especial ênfase na área penal.

Em 1960 tornou-se professor-fundador da Faculdade de Administração da UFBA ministrando as disciplinas “Instituições de Direito Público e Privado” e “Direito do Trabalho” nessa faculdade e “Direito Processual do Trabalho”, “Direito Civil” e “Direito Comercial”, na Faculdade de Direito dessa universidade, até o ano de 1999, quando foi aposentado compulsoriamente por ter atingido a idade limite de 70 anos.

Em 1962 ingressou como membro do Ministério Público Federal na Justiça do Trabalho. Nove anos depois ingressou, através de defesa da tese “O controle do trabalho do servidor publico: regime” no Instituto dos Advogados do Brasil (IAB), cujo objetivo é tratar dos aspectos culturais ligados à profissão.

Em 1972, tornou-se conselheiro da OAB-Ba para o biênio 1972-1973 e, voltou a sê-lo, em diversas outras oportunidades.

Em 1986, tornou-se diretor do Centro de Estudos da OAB (1986-1990) e no biênio 1990-1991 foi seu vice-presidente. Ainda naquele ano, assumiu a docência na Escola dos Magistrados da Bahia (EMAB) e na Escola dos Magistrados Trabalhistas (EMATRA), permanecendo em ambas até 2001. Participou como membro da banca examinadora dos concursos públicos para: a magistratura do Estado da Bahia (1986 e 1988); o Ministério Público do Trabalho (1993); e a magistratura trabalhista (1994; 1998 e 2005).

Em 1990, tornou-se presidente do IAB para o biênio 1990-1991, mas não concluiu essa gestão em virtude de ter sido convocado pelo governador Antônio Carlos Magalhães (ACM) para ser o secretário de Justiça e de Direitos Humanos no seu terceiro governo (1991-1994).  Durante sua gestão construiu mini-presídios em diversos municípios baianos como uma forma de reduzir a superlotação nos presídios do estado. Implantou o programa SOS Drogas, o primeiro no Norte e Nordeste, com o objetivo de orientar e esclarecer as pessoas sobre o abuso do uso das drogas, durante 24 horas, em convênio com o Centro de Estudos e Terapia do Abuso de Drogas (Cetad), entidade ligada à UFBA.

Maron Agle era o secretário quando da prisão do empresário Otto Willy Jordan, acusado de ter assassinado a tiros, em junho de 1989, a comerciante Rosimary Neves, e que após ser sido capturado pela polícia civil baiana, em terras paraguaias (o que gerou um conflito internacional, já que essa ação policial não tinha a autorização das autoridades do Paraguai), realizou uma fuga após ter sido transferido da Casa de Detenção para o Hospital Português onde se encontrava em tratamento de uma “crise renal”. A fuga foi concretizada, no dia 27 de agosto de 1992, com a dopagem dos dois policiais que faziam a segurança do detento, no hospital, e que culminou com a exoneração Nelson Machado, diretor da Casa de Detenção, pelo governador ACM.

Agle foi o coordenador executivo da 48º Curso Internacional de Criminologia, realizado em Salvador, Bahia, durante os dias 14 a 18 de setembro de 1992. Esse curso, promovido pela Sociedade Internacional de criminologia, sediada em Paris, França, reuniu especialistas brasileiros e internacionais envolvidos na temática, como um colóquio preparatório do IX Congresso Internacional que ocorreria, em agosto de 1993, em Budapeste, na Hungria.

No dia 29 de março de 1994 pediu sua exoneração do cargo de secretário para ser juiz do Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região (1994-1999), sendo presidente da 1ª Turma pelo período 1997-1999, quando foi aposentado por idade.

Em 2002 tornou-se professor da Escola de Direito das Faculdades Jorge Amado, em Salvador e retornou ao exercício de sua profissão, até a presente data (nov. 2006).

Maron Agle recebeu a comenda da Ordem do Mérito Judiciário do Trabalho, pelo Tribunal Superior do Trabalho, em Brasília (1992), e o título de Cidadão Honorário da cidade de Ilhéus, pela Câmara de Vereadores dessa cidade (1996).

Separou-se de Marlene Camardelli Agle, com quem teve três filhos: Arnaldo, Antônio Filho e Hamilton. Antônio Maron Agle veio a falecer no dia em 4 de junho de 2020, aos 91 anos de idade.

Paulo Roberto Novais S. de Quadros 

 

AGLE, Antonio Maron.  Sonetos e canções de amor. Salvador, Bahia: 1982.  56 p.  No. 10 948 
Exemplar da biblioteca de Antonio Miranda

 

Cai sobre mim...

Cai sobre mim, hirta e fria, a saudade
De horas belas, sonhados tempos que não virão;
Horas de gozo, horas de amor de mocidade
Tempos de jovem, que não existiram em meu coração.

Olho a flor no tapete, caída de bruços,
O ramo partido em dor e desespero:
Quem entendera o seu final soluço
E a acudira em final esmero?

Amigo: As manhãs me fugiram de todo
Estou triste como árvores desfolhada
Como homem sucumbido a engodo.

Desce a noite, sob auspícios de chuvarada
E minha vida, sinto-a, agora, em todo,
Ela, que era campo, flor e passarada.

Deixa-me cantar...

Deixa-me cantar embevecidamente triste
Os alegres hinos de um amor tristonho?
As auras madeixas que tua fronte cingem,
Se não as vejo em vida, as adoro em sonho.

Porque de tanta pena me cubro e choro.
De tanto amor sinto pesar a alma
Que, em te ver, não sei se me alegro sou coro
Se tua imagem me confunde ou me põe em calma.

Virgem! eu quis te dar amor com vida
E tive a vida de sofrer sem sorte
A tua ausência que me pôs perdido!

Virgem! Me sinto fraco, ao fingir ser forte,
Me sinto franco, ao tentar fingido:
Buscando a vida, nem encontrei a morte!


Desce sobre mim...

Desce sobre mim tua figura de cera,
Ou sobre meu corpo o teu néctar de rosa;
Com a maciez de amadurecida pera,
Ou a violência de noite tenebrosa.

Quero que tu´alma se me apresente
Com a nitidez azul de teu próprio olhar,
Que minh´alma, em vezes hirtas, pressente
Pouco amor, muito pouco, para me amar.

E tanta vida tua palavra me oferece,
Tanta força o teu beijo me imprime,
Que eu mais suportar se tu de desses

O teu corpo, que a vida me redime,
E que à falta, minh´alma se enlanguesce
De um amor, que o tempo não suprime.

*
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Página publicada em janeiro de 2026


 

 

 
 
 
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